Saiba como combater a diabetes nos pets

A nutrição tem importante papel no suporte da doença em gatos e cães


A Diabetes Mellitus atinge muitos humanos e nas últimas décadas tem sido mais incidente em gatos e cães. Nos pets, a doença está associada à deficiência absoluta ou relativa de insulina, ou ao desenvolvimento de resistência à insulina, o hormônio responsável pela regulação do metabolismo da glicose, que é a principal fonte de energia do organismo.

"Além da alimentação, existem alguns fatores que podem ajudar no controle e prevenção da doença, como o monitoramento do peso, uma vez que a obesidade e o sedentarismo podem ser fatores de risco para o desenvolvimento da diabetes, e até mesmo alterações na saúde oral do animal", explica Larissa Lima, Médica-Veterinária e Coordenadora de Comunicação Científica da Royal Canin.

Assim que um tutor descobre que seu pet está com a doença, o acompanhamento ao Médico-Veterinário deve ser constante, para prescrição de uma alimentação adequada e à administração correta dos medicamentos indicados.

No caso dos gatos, a maioria deles desenvolve Diabetes Mellitus insulino-resistente (Tipo 2), semelhante ao tipo de diabetes mais frequentemente observado em humanos, na qual ocorre resistência insulínica.

Os principais fatores predisponentes são a obesidade e a idade avançada. Entre os sintomas mais característicos está a necessidade de beber mais água que o normal e urinar mais, e fome constante sem necessariamente o ganho de peso. Além disso, os gatos quando estão doentes costumam ficar mais quietos que o habitual, dificultando o diagnóstico.

Já no caso dos cães a incidência do Diabetes Mellitus vem crescendo nos últimos dez anos e diversos fatores podem estar associados ao surgimento desta doença.

Cães com idades entre 4 e 14 anos têm maior predisposição ao desenvolvimento da doença, sendo o pico de prevalência entre 7 e 10 anos; e as fêmeas não castradas apresentam maior risco para o desenvolvimento de diabetes. Além disso, nos cães, a ocorrência mais comum é o Diabetes Mellitus insulino-dependente (Tipo 1), em que o animal apresenta redução ou ausência da produção de insulina e, por isso, ele necessita da aplicação exógena da substância.

Os sintomas mais característicos da doença são: sede excessiva, aumento do apetite e volume de urina. Cães com diabetes não controlada, podem muitas vezes perder peso, apesar do aumento de apetite, além da perda parcial ou total da visão, cansaço e fraqueza. Entre as raças que mais sofrem com a doença destacam-se Poodle, Schnauzer Miniatura, Yorkshire e Dachshund. Ela também é diagnosticada em cães sem raça definida.

Uma vez que os animais se tornem diabéticos, a mudança para uma alimentação específica, balanceada e rica em proteínas e fibras pode ser benéfica para a saúde deles.

Para os cães, a escolha do alimento correto é muito importante, pois vai auxiliar no controle das variações da glicemia ao longo do dia. É importante seguir a recomendação veterinária sobre a quantidade de ingestão calórica diária para evitar a obesidade e, consequentemente, a resistência à ação da insulina.

Uma alimentação adequada permite maior estabilidade do quadro clínico do animal e, em alguns casos, até pode excluir a necessidade de medicação. Incluir uma agenda de horários corretos e a quantidade calórica adequada em cada refeição, evitando petiscos;

Para os gatos é importante corrigir hábitos alimentares para combater e prevenir a obesidade. Ter uma agenda de horários corretos para a alimentação do gato com a quantidade calórica adequada em cada refeição. Garantir dieta apropriada que contribua para minimizar a hiperglicemia após a alimentação.

Lembrando que o Médico-Veterinário é o mais recomendado para avaliar as necessidades do seu pet e estabelecer o melhor tratamento para ele.

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