A vida e seus descartes

Que ainda, em tempo, o ser humano redescubra sua humanidade!


O ser humano foi permitindo que o desgaste do tempo lhe tirasse sua humanidade. É estranho acompanhar o processo degenerativo que os relacionamentos vivem. Tudo se tornou descartável.

                É muito triste ter relações de utilidade, relacionamentos que satisfazem nossas necessidades. O amor dura até o momento que o outro nos é útil, depois, descartamos sem vínculo algum.

                Dessa forma, vamos descartando todos os valores que vemos pela frente. Os vínculos passam pela temporalidade e nada mais tem perspectiva de durabilidade.

                Essa perda da capacidade de se encantar ou de se enamorar por aquilo que está ao nosso redor, vem gerando uma postura de insatisfações e insensibilidades no sentido mais geral da vida.

                Essa materialidade, que dita a regra da vida social, encontrou grande espaço em nosso comportamento, esvaziando-nos de valores tão ricos que tínhamos e nos deixando vazios por dentro. Perdemos muito dos valores culturais, abrimos mão de construções éticas que nos garantiam um sabor de continuidade. Respiramos hoje, uma confusão de sentidos e sentimentos.

                Que ainda, em tempo, o ser humano redescubra sua humanidade, redescubra o valor de pertencer a algo ou a alguém, que consiga reencontrar o sentido para a vida que nos quer como protagonistas da história e não meros fantoches.

                É hora de nos encartamos por valores que sejam sólidos e duradouros.