Corroídos pelo ódio

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Basta acompanhar as notícias por todo o mundo e ver o quanto as pessoas se unem para alimentar o ódio em seus relacionamentos. Os conflitos humanitários se multiplicam e,
cada vez mais, fica distante a esperança de que um dia, a humanidade se reconciliará.
 
 
Como é triste ver que o ser humano é hoje o maior promotor da violência que rompe com o respeito, o amor e toda forma de unidade. Não existe mais possibilidade para o diálogo e a convivência com o diferente.
 
Estamos diante de um mundo enfermo e entre suas enfermidades, temos a pobreza, a injustiça, o terrorismo, as guerras. A impossibilidade de uma convivência solidária, onde seja possível compreender o outro com mais comoção, é algo descartado do sentimento humano.
 
Nesse mundo do "vale tudo", felizes aqueles que não se anulam para entrar "na onda" social e que não se nivelam com as posturas tão abstratas e medíocres. O grande desafio dos sonhadores é viver a experiência de novas perspectivas que projetam a vida para além do tempo.
 
Não se trata de uma utopia, mas de transformar o simples em extraordinário, dentro das possibilidades de cada um. É não viver no conformismo, mas investir no novo que se
apresenta todos os dias diante de nós. Somos convidados a dar uma chance para a paz e destruir, com todas as forças, todo sinal de ressentimento e de ódio que vai se instalando em nosso interior, muitas vezes, por uma conversa mal resolvida, por uma palavra mal dita ou mesmo pela simples indisposição de dialogar com o diferente.
 
É tempo de destruir a corrente do ódio e semear a esperança e o amor no coração de todas as pessoas que estão ao nosso redor. O mundo pode e deve ser contagiado por essa
corrente do amor que, no coração das pessoas de boa vontade, é tudo o que possuem e podem oferecer. Fazei-nos, Senhor, instrumentos de vossa paz!