Qualificando a vida!

Não deixe o tempo continuar seu percurso assaltando sua paz e sua liberdade.


O tempo sempre será implacável com todos, mas cabe a cada um, escolher e optar pela qualidade de vida se pode ter. Por mais difícil que se possa viver, em muitas ocasiões, escolher alguns bons hábitos, ajuda a enfrentar os desafios do desgaste desse tempo. Isso é também aplicável ao processo da nossa vida espiritual.

                Quantas pessoas preferem viver mergulhadas nos seus ressentimentos, nas suas derrotas e nos seus fracassos e, dessa forma, transformam o dia a dia num amargor capaz de contaminar tudo o que está ao redor.

                Enfrentar esse nosso mundo interior é a oportunidade de nos depararmos com as imagens que aí cultivamos, sem enfeites ou disfarces e, dessa forma, iniciarmos o processo corajoso de limpar todo o ambiente, abrindo as janelas da alma, arejando a vida interior e deixando todo o odor desagradável desaparecer.

                Ao percebermos como a vida se torna leve ao darmos qualidade a cada uma de nossas atitudes, preencheremos nosso existir de sabor, de alegria e de entusiasmo, oferecendo também, para todos os que nos cercam, sentimentos nobres, extraídos da qualidade da vida que determinamos para nós mesmos.

                Nunca é tarde para se cuidar desse processo restaurador, mesmo quando passamos por desapontamentos que parecem enfraquecer nossa resistência. Nada e nem ninguém pode ter o poder de violar o que temos de mais sagrado em nós mesmos, que é o dom da nossa vida.

                Vamos nos propor essa oportunidade? Não deixe o tempo continuar seu percurso assaltando sua paz e sua liberdade.  Precisamos cuidar do nosso amor próprio, necessitamos dar mais dignidade ao ser humano que nos tornamos.

                Deixemos um pouco o barulho social, abandonemos os rumores que nos visitam a cada instante e entremos no silêncio restaurador de nosso interior. Não percamos mais tempo com as coisas que roubam o tempo de ficarmos sozinhos.

                Como rezou Santo Agostinho: Eis que habitáveis dentro de mim e eu estava do lado de fora, procurando-Vos!

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