Um novo amanhecer

Precisamos superar a formação que se volta apenas para a cabeça e esquece do coração e das mãos.


Quando somos capazes de discernir sobre as coisas, corremos um risco menor de tomar decisões precipitadas com consequências desastrosas.

O que notamos, em nossos dias, é uma pressa em julgar e condenar tudo o que vemos pela frente, sem discernir melhor e, sem argumentos, usamos de nossas autoridades pessoais para inibir o outro e impor sempre o que pensamos e queremos.

Precisamos superar a formação que se volta apenas para a cabeça e esquece do coração e das mãos. É como recorda-nos o canto: "...ter ternura nas mãos e na voz" e não ter medo de viver as mudanças estruturais.

Observando o comportamento humano, é triste notar que a afetividade, a empatia e a ternura para com o outro não existem mais, e sim, relacionamentos de interesses.

Como seria bom se as pessoas tivessem um pouco mais de calma e paciência na resolução dos seus problemas e expressassem mais esse comportamento na correria do dia a dia, valorizando mais a vida. O amor humano não pode ser desvinculado da prática, do contrário se torna apenas um conto.

Necessitamos de um novo amanhecer que nos faça mais sensíveis aos sofrimentos humanos, inspirando-nos atitudes mais concretas que possam equilibrar o meio ambiente que habitamos. Que a compaixão e a misericórdia não se ausentem de nossos corações e de nossas atitudes.

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