Após anúncio de aumento, Petrobras é pressionada pelo Governo, Congresso e STF

Na contramão dos críticos, presidente do Senado aponta responsabilidade do Executivo


O novo aumento dos preços dos combustíveis nas refinarias, anunciado pela Petrobras, provocou uma onda de críticas e ameaças de represálias à estatal. As ofensivas partiram do presidente Jair Bolsonaro, da Câmara e até do Supremo Tribunal Federal (STF). As reações aos reajustes fizeram com que as ações da empresa encerrassem em forte baixa no pregão da Bolsa de Valores. A elevação de 5,2% na gasolina e de 14,2% no diesel começou a valer neste sábado.

Bolsonaro classificou o aumento como uma "traição ao povo brasileiro" e defendeu a abertura de uma CPI, Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o presidente da petroleira, José Mauro Coelho, bem como os diretores executivos e conselheiros.

No último dia 9, o governo indicou Caio Paes de Andrade para o lugar de José Mauro Coelho e listou outros nomes para o conselho da empresa, mas todos ainda têm de passar pelo crivo da assembleia de acionistas da estatal.

O presidente da Câmara também se juntou ao chefe do Executivo nos ataques à Petrobras. Lira defendeu que José Mauro Coelho renuncie imediatamente.

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