Motoristas que utilizam rodovias com pedágio eletrônico terão um prazo maior para regularizar pendências após o anúncio do Ministério dos Transportes, feito na terça-feira (28), que suspende 3,4 milhões de multas aplicadas no sistema conhecido como free flow. A medida vale em todo o país e estabelece um período de até 200 dias - até 16 de novembro - para que os usuários quitem os débitos sem penalidades.
O free flow, ou fluxo livre, é um modelo de cobrança automática que dispensa cancelas e permite a passagem dos veículos sem necessidade de parar ou reduzir a velocidade. A identificação é feita por meio de pórticos instalados nas rodovias, equipados com sensores, leitores de TAGs e câmeras que registram as placas.
Durante o período de transição, a aplicação de multas por falta de pagamento ficará suspensa. Atualmente, deixar de pagar o pedágio é considerado infração grave, com multa de R$ 195,23 e cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Segundo o governo federal, a medida tem como objetivo garantir tempo para a adaptação e integração dos sistemas. As concessionárias terão até 100 dias, após deliberação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), para concluir os ajustes necessários. A expectativa é que, ao final desse processo, a cobrança esteja integrada à Carteira Digital de Trânsito.
Ainda de acordo com o Ministério dos Transportes, motoristas que já efetuaram o pagamento da tarifa poderão solicitar o ressarcimento das multas aplicadas. A estimativa é que cerca de R$ 93 milhões sejam devolvidos aos usuários.
No modelo free flow, veículos com TAG têm a tarifa debitada automaticamente. Já quem não possui o dispositivo deve realizar o pagamento pelos canais digitais das concessionárias. Caso o valor não seja quitado dentro do prazo, a situação pode ser caracterizada como evasão de pedágio, sujeita à penalidade.