Câmara municipal faz audiência pública para debater criação do dia da Umbanda e reforça defesa da liberdade religiosa em Taubaté
A iniciativa foi proposta pelos vereadores Talita (PSB) e Isaac do Carmo (PT), que destacaram a importância do reconhecimento da Umbanda como parte da identidade cultural brasileira e da história da cidade.
A Câmara Municipal de Taubaté promoveu, na última quinta-feira (18), uma audiência pública para discutir a inclusão do Dia da Umbanda no calendário oficial de eventos do município. O encontro também abordou a garantia da liberdade religiosa e o combate à intolerância contra religiões de matriz africana.
A iniciativa foi proposta pelos vereadores Talita (PSB) e Isaac do Carmo (PT), que destacaram a importância do reconhecimento da Umbanda como parte da identidade cultural brasileira e da história da cidade.
Durante a audiência, a vereadora Talita ressaltou que a criação da data representa um reconhecimento à contribuição dos terreiros para a comunidade taubateana. Segundo ela, a Umbanda desempenha um papel social relevante por meio de valores como solidariedade, acolhimento, respeito ao próximo e caridade.
Já o vereador Isaac do Carmo enfatizou que o objetivo do debate foi ampliar a participação de grupos historicamente pouco representados nos espaços públicos. Para ele, o fortalecimento da democracia passa pelo respeito à diversidade religiosa e pela garantia dos direitos de todas as crenças, incluindo aqueles que optam por não seguir nenhuma religião.
Representantes da sociedade civil também manifestaram apoio à proposta. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Paulista, Moisés Selerges, defendeu a iniciativa como uma medida alinhada aos princípios de respeito, igualdade e valorização da dignidade humana. Ele destacou que todas as manifestações religiosas devem receber tratamento igualitário e livre de discriminação.
A líder religiosa Mãe Cristina de Guadalupe reforçou que a liberdade de culto é um direito assegurado pela Constituição Federal e destacou a necessidade de ampliar o conhecimento da população sobre a Umbanda para combater preconceitos e desinformação. Ela afirmou que a oficialização da data pode contribuir para aproximar a sociedade da religião e promover uma cultura de respeito.
Ao longo da audiência, líderes religiosos, praticantes e representantes da comunidade utilizaram a tribuna para relatar experiências, defender o respeito à diversidade de crenças e pedir ações efetivas contra episódios de intolerância religiosa.
A proposta de criação do Dia da Umbanda deverá seguir para análise e votação na Câmara Municipal. Os defensores da medida acreditam que a iniciativa representará um importante passo no reconhecimento da contribuição histórica, cultural e social das religiões de matriz africana em Taubaté.