O Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais (Nupes) da Universidade de Taubaté divulgou o levantamento mensal do custo da cesta básica familiar referente a abril de 2026, apontando aumento de 1,11% em relação a março nas cidades do Vale do Paraíba. A elevação é a maior registrada desde março de 2025 e indica pressão inflacionária concentrada, principalmente, no grupo de alimentos.
A pesquisa considera uma cesta com 44 itens de alimentação, higiene pessoal e limpeza doméstica, suficiente para uma família de cinco pessoas, com base em um poder de compra equivalente a cinco salários mínimos vigentes em janeiro de 2026, estimado em R$ 8.105. Os preços são coletados quinzenalmente em 16 supermercados de São José dos Campos, Taubaté, Caçapava e Campos do Jordão.
Em valores absolutos, o custo médio da cesta passou de R$ 2.872,38 em março para R$ 2.904,18 em abril, um aumento de R$ 31,80 no mês.
Todos os municípios pesquisados apresentaram alta. São José dos Campos registrou o maior avanço, com 1,85%, enquanto Taubaté teve a menor variação, de 0,40%. Campos do Jordão segue com a cesta mais cara, ao custo de R$ 3.073,61, e Taubaté apresenta o menor valor, de R$ 2.806,87. A diferença entre as duas cidades chega a R$ 266,74, o equivalente a 9,50%, influenciada por fatores como concorrência entre supermercados e custos logísticos.
Entre os produtos que mais pesaram no bolso do consumidor, a cenoura liderou as altas, com aumento de 31,30%, seguida pela cebola ( 18,85%), batata inglesa ( 14,30%), leite longa vida ( 13,93%) e tomate ( 8,57%). Segundo o estudo, a redução da oferta, períodos de entressafra e condições climáticas mais secas contribuíram para a elevação dos preços.
Por outro lado, alguns itens apresentaram queda, ajudando a amenizar o impacto geral. A abobrinha teve redução de 14,77%, seguida pelo mamão formosa (-8,02%), laranja pera (-5,83%), banana nanica (-4,31%) e couve (-4,20%). O aumento da oferta e o início de novas safras explicam a diminuição nos preços desses produtos.
O levantamento aponta que, apesar das quedas pontuais, o comportamento dos alimentos segue pressionando o custo da cesta básica na região.