A Embraer, fabricante de aeronaves com sede em São José dos Campos, informou na manhã desta sexta-feira (6) que atingiu uma receita recorde de US$ 7,6 bilhões (R$ 41,9 bilhões) no ano de 2025. Segundo a empresa, este é o maior nível anual já registrado pela companhia, superando inclusive o limite superior das estimativas do mercado.
De acordo com a Embraer, os principais destaques do desempenho foram as receitas das áreas de Defesa & Segurança e Aviação Executiva, que apresentaram crescimento anual de 36% e 24%, respectivamente. Somente no quarto trimestre do ano, a receita alcançou US$ 2,7 bilhões (R$ 14,3 bilhões).
Ao longo de 2025, a empresa entregou 244 aeronaves, somando os segmentos de aviação comercial, executiva e defesa, número 18% maior em comparação com 2024. Apenas no quarto trimestre foram entregues 91 aeronaves, sendo 32 jatos comerciais, 53 jatos executivos ? divididos entre 28 leves e 25 médios ? e 6 aeronaves no segmento de defesa.
Entre os modelos entregues estão o cargueiro militar KC-390 Millennium e o avião de ataque leve A-29 Super Tucano, ambos utilizados em operações de defesa e segurança.
A companhia também informou que a margem EBIT ajustada atingiu 8,7% no acumulado do ano. Já o fluxo de caixa livre (sem Eve) superou US$ 491 milhões (R$ 2,3 bilhões), resultado acima das previsões divulgadas anteriormente.
Apesar do desempenho operacional positivo, o lucro líquido ajustado foi de US$ 253 milhões (R$ 1,4 bilhão), registrando queda de 45% em comparação com o ano anterior. Segundo a empresa, o resultado foi impactado por tarifas americanas e itens não recorrentes, entre outros fatores.
Para 2026, a projeção da Embraer é entregar entre 80 e 85 jatos comerciais e entre 160 e 170 jatos executivos. A companhia estima que a receita anual fique entre US$ 8,2 bilhões e US$ 8,5 bilhões, com margem EBIT ajustada entre 8,7% e 9,3%. A expectativa é que o fluxo de caixa no período alcance US$ 200 milhões ou mais.