A Prefeitura de Pindamonhangaba discutiu nesta semana com a Ecovias, concessionária autorizada pelo Governo do Estado de São Paulo, os estudos para o prolongamento da rodovia Carvalho Pinto, que contempla os trechos entre as cidades de Taubaté e Aparecida, com previsão de um ponto de acesso interligado ao município.
Participaram do encontro os secretários municipais Thais Batista do Carmo (Gabinete), Mateus Moraes (Obras e Planejamento), Francisco César (Habitação), além da diretora de Planejamento Luciana Ayuko Yui. Pela concessionária, estiveram presentes Caio César de Barros (Relações Institucionais) e Naelson Cândido (gerente de Engenharia), que apresentaram atualizações sobre o andamento do projeto.
O prefeito Ricardo Piorino não participou da reunião, pois estava em São Paulo recebendo prêmio de Excelência Educacional.
A pauta, considerada estratégica para o desenvolvimento de Pindamonhangaba, tem sido amplamente debatida pela população. Atualmente, os trabalhos estão na fase de elaboração do projeto executivo, juntamente com o licenciamento ambiental, etapa que deve se estender ao longo de todo o ano de 2026.
Na sequência, será iniciado o processo de licenciamento junto à Cetesb, incluindo a elaboração do EIA/Rima (Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental). Esse conjunto de documentos técnicos é exigido por lei para avaliar os impactos ambientais e sociais da obra antes de sua autorização, garantindo critérios de sustentabilidade e mitigação de riscos.
"Durante o processo, haverá audiência pública em todos os municípios impactados, permitindo a participação da comunidade, entidades ambientais e setores como o agronegócio", destacou o secretário Mateus Moraes.
O município também irá solicitar à Artesp, agência reguladora responsável pela modelagem do projeto, o envio dos estudos atualizados para ampliar o debate com a população.
O traçado previsto tem como prioridade a extensão até Aparecida, podendo, em uma segunda fase, chegar até Cachoeira Paulista, abrangendo regiões como o Vale da Fé e o Vale Histórico. A estimativa é de investimentos na ordem de R$ 4 bilhões, com impacto significativo na logística do Vale do Paraíba, além de aliviar o tráfego na rodovia Presidente Dutra e impulsionar o turismo religioso.
Segundo Mateus Moraes, para Pindamonhangaba, a obra deve reduzir o trânsito pesado, especialmente aos finais de semana e feriados, além de criar um novo eixo logístico, favorecendo a distribuição e atraindo investimentos industriais. A expectativa é de que as obras tenham início em 2028, com conclusão prevista em até quatro anos.