A Defesa Civil de Pindamonhangaba, que monitora desde 2005 o índice pluviométrico do município, fechou o balanço de 2025 com 803 mm de chuva acumulada. O volume é o menor registrado nos últimos 11 anos e posiciona 2025 como o 3º menor índice da série histórica 2005-2025, atrás apenas de 2014 (667,5 mm) e 2005 (782 mm).
O cenário de chuvas abaixo do esperado ao longo do ano exige maior atenção, principalmente durante a estação seca. Com menos umidade e a vegetação mais sensível, aumentam as chances de queimadas e os impactos na qualidade do ar. Em anos com baixo volume de chuva, também cresce a ocorrência de problemas respiratórios, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com comorbidades.
Além do diagnóstico local, o contexto regional contribuiu para esse cenário. Em 2025, o Monitor de Secas apontou avanço e ocorrência de seca no Vale do Paraíba em diferentes meses. Já boletins técnicos do CEMADEN indicaram períodos com chuvas abaixo da média em áreas do Sudeste, o que ajuda a explicar a persistência do tempo mais seco.
Segundo o diretor da Defesa Civil, Michel Cassiano, o município tem reforçado ações preventivas. "Diante do cenário que vem se formando, temos investido em conscientização, orientação e prevenção contra incêndios. Já formamos cinco brigadas voluntárias em diferentes regiões da cidade, sendo a mais recente em Moreira César, com 53 moradores treinados. Essa mobilização amplia a capacidade de resposta e fortalece o combate rápido aos focos, em apoio à Defesa Civil e ao Corpo de Bombeiros", explicou.