Servidores de Taubaté mantêm estado de greve após recusa da prefeitura no reajuste salarial
O encontro reuniu representantes da Administração Municipal e dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal (SINDSEV), que reivindicam reajuste salarial, benefícios e revisão de direitos acumulados.
A tentativa de negociação entre a Prefeitura de Taubaté e os servidores municipais terminou sem consenso na tarde desta sexta-feira (22), aumentando a tensão entre o Executivo e o funcionalismo público. A reunião ocorreu no Palácio Bom Conselho e não apresentou qualquer avanço na pauta econômica apresentada pela categoria.
O encontro reuniu representantes da Administração Municipal e dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal (SINDSEV), que reivindicam reajuste salarial, melhorias em benefícios e revisão de direitos acumulados.
Entre os principais pedidos apresentados pelos servidores estão:
reajuste salarial de 9,43% para recomposição das perdas inflacionárias;
aumento do vale-alimentação;
implantação de auxílio-transporte;
pagamento de licenças-prêmio acumuladas;
revisão de adicionais funcionais.
Segundo a Prefeitura, os estudos técnicos elaborados pelas secretarias responsáveis apontam impossibilidade financeira para atender às reivindicações neste momento. A administração alegou que o impacto anual da pauta ultrapassaria R$ 200 milhões, comprometendo o equilíbrio fiscal e a continuidade dos serviços públicos municipais.
Durante a reunião, o governo municipal afirmou que a decisão não representa desvalorização dos servidores, mas sim uma limitação orçamentária diante do cenário econômico enfrentado pelo município.
Do outro lado, o sindicato criticou a ausência de contrapropostas concretas por parte da Prefeitura. A direção sindical relembrou que o Executivo havia solicitado anteriormente um prazo até julho para discutir os itens econômicos, proposta que acabou rejeitada em assembleia pela categoria.
Com a falta de avanço nas negociações, os servidores mantiveram o estado de greve aprovado anteriormente. O sindicato sustenta que as medidas apresentadas pela administração não atendem à principal reivindicação dos trabalhadores: a valorização salarial da categoria.
A reunião teve início às 17h e foi encerrada cerca de 30 minutos depois. Ao final, a ata oficial foi lida e assinada pelos participantes, formalizando a permanência do impasse entre Prefeitura e servidores municipais.