O aumento dos casos de violência contra a mulher no estado de São Paulo tem levado empresas e o poder público a intensificarem ações de prevenção, acolhimento e orientação às vítimas. Dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo apontam que, somente em janeiro deste ano, foram registrados 27 feminicídios, o maior número dos últimos oito anos.
Outros indicadores também apresentaram crescimento. As ameaças passaram de 8.705 casos em janeiro de 2025 para 9.646 neste ano. Já as ocorrências de lesão corporal subiram de 6.014 para 6.527 no mesmo período.
Diante desse cenário, a Suzano tem ampliado ações voltadas à proteção de mulheres em situação de violência, com o fortalecimento de canais internos de suporte e iniciativas de conscientização para colaboradores e familiares. A proposta é contribuir para a interrupção de ciclos de violência e facilitar o acesso das vítimas à rede oficial de proteção.
"A violência contra a mulher precisa ser enfrentada por toda a sociedade. Na Suzano, a segurança é um valor inegociável em nossa cultura. Ao fortalecer canais de escuta e acolhimento, conseguimos oferecer suporte imediato, orientar e conectar as vítimas à rede de proteção existente, contribuindo para romper ciclos de violência e responsabilizar agressores", afirmou Aline Carvalho.
Entre as iniciativas, a empresa mantém o Tele Faz Bem, canal interno, gratuito e sigiloso, disponível 24 horas por dia para colaboradores e familiares. O serviço conta com atendimento especializado, incluindo assistente social para acolhimento de vítimas de violência de gênero, orientação sobre caminhos legais, suporte psicossocial e encaminhamento para a rede oficial de proteção e denúncia. O canal pode ser acessado por telefone ou WhatsApp.
Além disso, a companhia desenvolve o programa Agente do Bem, que promove ações de sensibilização e divulgação de canais de denúncia voltados ao enfrentamento do abuso, violência e exploração sexual de crianças e adolescentes, além de violência física, psicológica e sexual contra mulheres.
Governo amplia rede de proteção
A Secretaria de Políticas para a Mulher do Estado de São Paulo destaca que a integração entre poder público, empresas e sociedade civil é fundamental para ampliar o acesso das vítimas aos serviços de acolhimento.
"A violência doméstica e de gênero não é um problema privado e sim uma questão pública, que exige ação contínua e integrada", afirmou Adriana Liporini.
Entre as ações recentes, o Governo do Estado ampliou em 54% o número de Delegacias de Defesa da Mulher, totalizando cerca de 315 unidades especializadas no atendimento às vítimas. As Casas da Mulher Paulista também oferecem acolhimento e auxílio aluguel, com apoio a cerca de 4 mil mulheres em mais de 580 municípios.
Outra medida permite que registros de ocorrência por violência contra a mulher sejam feitos diretamente pela Polícia Militar, no momento do atendimento, sem necessidade de deslocamento até uma delegacia, o que agiliza a formalização da denúncia.
O governo também criou o Movimento SP por Todas, iniciativa que busca facilitar o acesso das mulheres à rede de proteção e dar visibilidade aos serviços disponíveis.