Suzano registra recorde histórico de vendas de celulose e lucro de R$ 4,3 bilhões no primeiro trimestre de 2026

Companhia alcança maior volume já comercializado em 12 meses e aponta eficiência operacional como fator decisivo.


A Suzano divulgou nesta sexta-feira (1º) o balanço do primeiro trimestre de 2026 com resultados recordes de vendas de celulose e lucro bilionário, impulsionados pelo aumento da capacidade produtiva e pela eficiência das operações.

Entre abril de 2025 e março de 2026, a empresa comercializou 12,7 milhões de toneladas de celulose, o maior volume da história. No mesmo período, também vendeu 1,7 milhão de toneladas de papéis para diferentes segmentos, como embalagens, gráficos e sanitários.

Segundo a companhia, o desempenho está ligado principalmente ao início das operações da fábrica em Ribas do Rio Pardo (MS), além de melhorias em toda a cadeia produtiva e logística, que permite atender clientes em mais de 100 países.

No primeiro trimestre deste ano, as vendas totalizaram 3,2 milhões de toneladas, sendo 2,8 milhões de celulose e 378 mil de papéis. A receita líquida chegou a R$ 11 bilhões, com EBITDA ajustado de R$ 4,6 bilhões. O lucro líquido foi de R$ 4,3 bilhões.

Mesmo diante de um cenário econômico mais desafiador, com valorização do real frente ao dólar e tensões no Oriente Médio, a Suzano registrou geração de caixa operacional de R$ 2,5 bilhões. Os preços da celulose em dólar apresentaram leve recuperação no período.

De acordo com o presidente da empresa, Beto Abreu, o resultado reflete disciplina financeira e foco na eficiência. Ele destaca que a companhia mantém estratégias voltadas à redução de custos e do endividamento, o que contribui para sustentar a competitividade.

A empresa também apontou que as tensões geopolíticas podem pressionar os custos, principalmente por causa do impacto no preço do petróleo. Para reduzir esses efeitos, a Suzano adota políticas de proteção financeira. No trimestre, o custo caixa de produção de celulose ficou em R$ 802 por tonelada.

Já a alavancagem financeira encerrou o período em 3,3 vezes, considerando a relação entre dívida líquida e EBITDA ajustado. A dívida líquida totalizou US$ 13 bilhões.