O comércio da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte deve registrar aumento de cerca de 5% nas vendas de Páscoa deste ano em comparação com 2025, segundo estimativa do Sincovat (Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté e Região). A data continua entre as mais relevantes para supermercados e lojas especializadas em chocolate.
Apesar da expectativa positiva, o chocolate surge como o principal desafio para o consumidor. O preço de barras e bombons subiu 24,68% nos últimos 12 meses, percentual bem acima da inflação média geral, que foi de 4,92%. O aumento está ligado à valorização do cacau no mercado internacional, o que impacta diretamente o custo dos ovos de Páscoa.
Segundo o presidente do Sincovat e vice-presidente da FecomercioSP, Dan Guinsburg, o cenário pode levar parte dos consumidores a buscar alternativas mais acessíveis.
A tendência é que muitos substituam os tradicionais ovos por produtos menores, como barras, bombons ou biscoitos recheados, estratégia para manter a tradição da data sem comprometer o orçamento. Ainda assim, o período é considerado importante para o varejo, já que ocorre após os gastos típicos do início do ano, quando há maior reorganização financeira das famílias.
Emprego acompanha crescimento do setor
O bom desempenho do comércio também aparece nos dados de emprego. O segmento de doces, balas e bombons encerrou 2025 com 841 trabalhadores formais na região, crescimento de 2,7% em relação ao ano anterior. Em comparação com 2020, o número de vínculos quase dobrou.
Já o setor de supermercados foi o que mais avançou no último ano, com a criação de 2.369 novas vagas formais na RM Vale.
Ceia pode ficar mais barata
Enquanto o chocolate pesa no bolso, outros itens tradicionais da ceia de Páscoa apresentaram queda ou aumentos abaixo da inflação.
O arroz acumulou redução de 23,51% nos últimos 12 meses. Entre os acompanhamentos, a batata-inglesa ficou 11,18% mais barata e a cebola teve recuo de 8,65%.
Nos pescados, a tilápia registrou queda de 5,04% e a pescada, de 1,12%. Cação e merluza também ficaram mais baratos, enquanto o salmão teve leve alta de 1,60%.
As projeções foram elaboradas com base na Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista, desenvolvida pela FecomercioSP em parceria com a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo.