Cia de Dança realiza apresentação no Parque da Cidade e Bosque da Princesa

As apresentações vão acontecer neste domingo (28)


Cia de Dança realiza apresentação no Parque da Cidade e Bosque da PrincesaCia de Dança realiza apresentação no Parque da Cidade e Bosque da Princesa (Foto : Divulgação)

Neste domingo (28), a T. F. Style Cia de Dança vai apresentar a obra Corpos de Fronteira no Bosque da princesa, às 11h, e no Parque da Cidade, às 15h. A entrada é gratuita e o evento é aberto a todos os públicos.

A obra possibilita a troca de experiências entre o núcleo e artistas de corpo de oito cidades diferentes da grande São Paulo, do interior e do litoral. O projeto também tem o objetivo de atravessar as fronteiras físicas e virtuais, pois, apesar das fronteiras físicas que se fizeram necessárias por conta da covid-19, outras possibilidades de conexões e relações foram estabelecidas.

Segundo a artista de dança, Maria Emília Gomes, "nosso objetivo é pelo encontro, pela possibilidade de reconhecer o próprio corpo como borda e vislumbrar uma estreia em que a experiência (s)cinestésica aconteça como ritual de partilha", explica.

A obra foi contemplada pelo Edital ProAc Expresso Lei Aldir Blanc 48/2020.

Sinopse

A obra busca refletir sobre a pluralidade de corpos que colocam em questão tais fronteiras: negros, mulheres, homossexuais, periféricos unem-se por acreditar que juntos as individualidades se potencializam, além de proporcionar microfissuras possíveis para entendimento do mundo hoje. Em tempos de distanciamento social, entendemos o atravessamento dessas fronteiras para além da fisicalidade que separa os territórios.

Um anseio pelo encontro, pela possibilidade de reconhecer o próprio corpo como borda e pela experiência (s)cinestésica em ritual de partilha. Corpos de Fronteira visa fazer um retrato da condição humana: coletiva, conjunta, agrupada, buscando interações, associações. Em meio ao silêncio do distanciamento, redescobrimos e inventamos formas estar junto. Subimos pelas paredes e, às vezes, não apenas metaforicamente. Na cena, as hierarquias entre os papéis sociais são testadas e, no melhor dos cenários, podem ser questionados e reconfigurados.

 

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