O consumo de leite, presente na alimentação de diversas populações ao redor do mundo, tem sido alvo de desinformação, principalmente nas redes sociais. Especialistas alertam que muitas dessas informações não têm comprovação científica e podem levar pessoas a retirarem o alimento da dieta sem necessidade.
Confira cinco mitos comuns e o que dizem os especialistas:
1. O consumo causa inflamação no organismo
Essa é uma das afirmações mais recorrentes, mas não se aplica à maioria das pessoas. Segundo especialistas, o problema ocorre apenas em casos específicos, como alergia à proteína do leite ou intolerância à lactose. Fora essas situações, não há evidências de que o consumo provoque inflamação.
Nutricionistas também destacam que inflamações costumam estar relacionadas ao conjunto da alimentação, especialmente quando há excesso de produtos industrializados, açúcar e alimentos ultraprocessados.
2. O leite desnatado é diluído com água
Outra informação incorreta é que a versão desnatada recebe adição de água. Na verdade, a diferença entre integral, semidesnatado e desnatado está apenas na quantidade de gordura. Vitaminas, proteínas e minerais permanecem preservados.
3. É necessário ferver o leite de caixinha
O hábito de ferver antes do consumo não é necessário. O produto passa pelo processo UHT, que elimina microrganismos e garante segurança alimentar. Por isso, pode ser consumido diretamente da embalagem. Após aberto, porém, deve ser mantido refrigerado.
4. Intolerância à lactose e alergia são a mesma coisa
Embora muitas pessoas confundam, são condições diferentes. A alergia envolve o sistema imunológico e exige a retirada total do alimento. Já a intolerância é uma dificuldade na digestão da lactose, que pode variar de intensidade e permitir alternativas, como versões sem lactose.
5. O leite longa vida contém substâncias tóxicas
Essa afirmação também é falsa. O processo térmico utilizado serve apenas para eliminar bactérias e aumentar a durabilidade. No Brasil, a adição de conservantes nesse tipo de produto é proibida e fiscalizada por órgãos reguladores.
Especialistas reforçam que, antes de excluir alimentos da rotina, é importante buscar orientação profissional e verificar a procedência das informações, evitando decisões baseadas em conteúdos sem comprovação científica.