A 4ª Festa Literária Internacional de São Sebastião, a FLISS, começa na próxima quinta (6/2) e vai até domingo (9/2) com uma programação variada. Conversas com autores, cinema, um sarau com poetas sebastianenses e show da cantora Indiana Nomma estão entre os destaques.
Com e tema "A insurgência do convívio: escutas, leituras e diálogos para o Bem Viver", a Festa Literária Internacional de São Sebastião (FLISS) terá a programação distribuída entre a Tenda da FLISS, o Teatro Municipal e a Livraria FLISS na Praça, no centro histórico de São Sebastiã0.
Realizada pelo Instituto Mpumalanga/Casa Brasileira, com apoio da Prefeitura de São Sebastião, e por meio do Edital Lei Paulo Gustavo/2023-Ministério da Cultura e Secretaria da Cultura e Economia Criativas do Estado de São Paulo, a 4ª. FLISS promoverá encontros entre escritores, artistas e o público de todas as idades, consolidando-se como um espaço de troca e reflexão sobre literatura, humanidade, memória e cultura.
"Devido ao incêndio ocorrido em outubro de 2024 no casarão sede da Casa Brasileira, as atividades da FLISS deste ano vão acontecer em diversos espaços, no centro histórico, abertas a todos os públicos e gratuitas", explica Adriana Saldanha. "O casarão que abrigava a Casa Brasileira passará por reforma e restauro e esperamos retomar as atividades culturais em nosso ponto de cultura ainda em 2025. Enquanto isso, convidamos todas e todos para estes quatro dias dedicados à leitura, às artes e ao pensamento", completa Adriana.
A proposta da FLISS deste ano é buscar compreender os rumos da pegada humana sobre o Planeta e os caminhos possíveis para a justiça social, a felicidade e um mundo saudável para todos os seres vivos. Pensar a relação humana com a natureza, promovendo encontros intergeracionais e reflexões sobre o Bem Viver. A edição traz conversas literárias e produções em várias linguagens artísticas.
Com direção geral da jornalista Adriana Saldanha, curadoria da escritora Penélope Martins e um conselho curador formado pelas escritoras Janaína de Figueiredo e Alexandra Pericão, a FLISS se apresenta como um espaço para o pensar. "O acelerado progresso tecnológico, o crescimento da população e a explosão do consumo formam uma paisagem em colapso no antropoceno. Impasses antigos da história como a fome, a indigência, a migração forçada e os conflitos bélicos somam-se ao sufocamento de uma crise generalizada de saúde mental composta pelo ritmo perturbador do excesso das coisas individuais, ao mesmo tempo em que escancara o desafio de sobrevivência da própria espécie. A perplexidade de nos levarmos a sério como agentes transformadores, dispostos à reflexão profunda, evoca a responsabilidade coletiva de impulsionar o diálogo para criação de um novo protagonismo efetivamente dialógico", elabora Penélope Martins.