O preço do azeite de oliva fechou 2025 em forte queda, registrando uma das maiores deflações entre os produtos comercializados nos supermercados do Estado de São Paulo. Segundo o Índice de Preços dos Supermercados (IPS), elaborado pela Associação Paulista de Supermercados (APAS) em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), o produto acumulou redução de 25,02% ao longo do ano, após 11 meses consecutivos de recuo.
Somente em dezembro de 2025, o azeite apresentou queda de 3,02%, contribuindo diretamente para o desempenho da subcategoria de óleos, que encerrou o ano com retração de 4,93%. O movimento representa um alívio importante para o consumidor, especialmente após um período prolongado de alta nos preços registrado em anos anteriores.
De acordo com o economista-chefe da APAS, Felipe Queiroz, a trajetória de queda está associada a fatores internacionais e a medidas adotadas no Brasil. "No caso do azeite, o movimento de redução dos preços vem sendo observado há 11 meses consecutivos, principalmente em função da retomada da produção europeia e da isenção da alíquota de importação do produto, adotada pelo governo federal", explica.
O levantamento aponta que a normalização da oferta internacional, após as quebras de safra ocorridas na Europa ao longo de 2024, foi determinante para a queda das cotações. Segundo Queiroz, a partir de março de 2025 os preços passaram a recuar de forma gradual, impulsionados pela recuperação da produção europeia e pela desoneração da importação, fatores que contribuíram para a redução expressiva ao longo do ano.