Hospital Regional de Taubaté alerta à importância da Doação de Órgãos

Apesar da pandemia pela COVID-19, equipe médica se mantém esperançosa na corrida pela garantia das doações


Na próxima segunda-feira (27) será comemorado o Dia Nacional de Doação de Órgãos. E para marcar a data, o Hospital Regional do Vale do Paraíba, em Taubaté, dá destaque a Campanha Setembro Verde de sensibilização e conscientização sobre a importância da doação de órgãos e tecidos.

 

Implantado em 2009, o Serviço de Captação do HR já realizou mais de 120 captações de órgãos destinados à pacientes com compatibilidade triados pela Organização para Procura de Órgãos (OPO) de Campinas, responsável pela região do Vale do Paraíba.

Para o Diretor de Governança Clínica e Coordenador da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos do HR, Dr. Caio Lúcio Soubhia Nunes, a informação acertada sobre o processo de doação e transplante por parte da população é o ponto chave para o entendimento cada vez mais presente nas pessoas em relação à importância deste ato de amor ao próximo.

"A campanha vem para reforçar o esforço diário de toda a equipe envolvida no diagnóstico e acolhimento das famílias frente ao diagnóstico de morte encefálica. Mesmo durante esse período difícil de Pandemia que estamos enfrentando desde o ano passado, a comissão se manteve ativa, atuando de forma a garantir segurança e qualidade durante todo o processo", explica.

A constatação de morte encefálica é um processo que leva cerca de 24h e o paciente (potencial doador) passa por uma bateria de exames para diagnosticá-la, até para que não haja falhas em nenhum dos procedimentos realizados. Recentemente, foi preciso acrescentar ao protocolo exames relativos à COVID-19. Pacientes suspeitos ou confirmados para a doença são impedidos de proceder com a doação, o que acabou impactando também nas filas de espera por transplantes em todo o país.

Para a legislação vigente, a doação de órgãos só ocorre pela autorização familiar. Por isso, para que mais pacientes possam ser beneficiados, as famílias precisam dizer sim a doação. "Apesar de toda a dificuldade enfrentada, agradecemos aos familiares dos pacientes doadores que, mesmo em um momento de dor, conseguem enxergar o sofrimento dos pacientes que estão aguardando um órgão para reviver", conclui o médico.

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