A Secretaria de Saúde de Ubatuba inicia, entre os dias 17 e 31 de março, a primeira fase da Campanha de Intensificação da Busca Ativa de Casos de Tuberculose. A iniciativa faz parte de uma mobilização estadual que visa ampliar o diagnóstico precoce e garantir o tratamento adequado da doença.
Durante o período da campanha, equipes da Estratégia de Saúde da Família (ESF) realizarão ações de orientação, identificação de sintomas e encaminhamento de moradores para avaliação nas unidades de saúde do município.
Dados do Boletim Epidemiológico de Tuberculose do Estado de São Paulo (2025) indicam que, em 2024, foram registrados 74 novos casos da doença em Ubatuba, ressaltando a necessidade de vigilância constante e de diagnóstico rápido.
A Tuberculose é causada pelo bacilo de Koch e afeta principalmente os pulmões, embora também possa atingir outras partes do corpo, como ossos e rins. A transmissão ocorre pelo ar, quando pessoas infectadas eliminam bactérias ao tossir, espirrar ou falar.
Entre os principais sinais de alerta estão: tosse persistente por mais de duas semanas; febre, especialmente no final da tarde; suor noturno; perda de peso; falta de apetite; cansaço e dor no peito.
Moradores que apresentarem esses sintomas devem procurar a unidade de saúde mais próxima para avaliação médica.
Durante a campanha, também será possível realizar coleta de escarro, exame fundamental para o diagnóstico da doença, nos seguintes locais: Pronto Atendimento do Ipiranguinha, UPA Maranduba e Pronto-Socorro da Santa Casa. Os resultados são liberados rapidamente, permitindo início imediato do tratamento, caso a doença seja confirmada.
Segundo o infectologista Fernando Bergel, a adesão correta ao tratamento é essencial para a cura e para evitar a transmissão. "Quando o diagnóstico é confirmado, o paciente deve iniciar o tratamento imediatamente e mantê-lo por, no mínimo, seis meses, sem interrupções, mesmo que os sintomas desapareçam", explicou.
A tuberculose não é transmitida pelo compartilhamento de talheres, copos, toalhas, banheiros ou por contato físico como beijos e abraços. Ambientes ventilados e exposição à luz solar ajudam a reduzir a presença da bactéria no ar.
Outra medida de proteção é a BCG, aplicada logo após o nascimento, que protege principalmente crianças contra as formas mais graves da doença. De acordo com especialistas, identificar rapidamente os casos e iniciar o tratamento é fundamental para reduzir a incidência da doença e interromper a cadeia de transmissão.