Embraer entra em conflito com a Força Aérea Brasileira após redução unilateral de cargueiros KC-390

A FAB informa que o número de 28 aeronaves do contrato é superior à realidade orçamentária do momento


Com contratos firmados em 2014 no valor de R$ 7,2 bilhões, a FAB (Força Aérea Brasileira) anunciou a redução de forma unilateral do contrato de compra dos cargueiros KC-390 da Embraer. No início, a FAB havia firmado a compra de 28 cargueiros e agora reduziu o número para 15.

Em nota divulgada pela FAB, assinada pelo comandante da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista Junior, foi anunciado que em consequência da crise sanitária que o mundo vem enfrentando desde o fim de 2019, os recursos destinados ao setor de defesa vêm sofrendo restrições que causam limitações diretas nos projetos estratégicos das Forças Armadas, e com isso, o número de 28 aeronaves do atual contrato é superior à realidade orçamentária do momento. 

Também foi notificado que as negociações para readequação do contrato tiveram início em abril e que até o momento, a Embraer entregou quatro cargueiros à FAB, sendo o último deles em dezembro de 2020.

Porém, como a decisão foi unilateral, a Embraer informou em comunicado ao mercado, que assim "que for notificada pela União, a Companhia buscará as medidas legais relativas ao reequilíbrio econômico e financeiro dos contratos, bem como avaliará os efeitos da redução dos Contratos em seus negócios e resultados".

O projeto KC-390/C-390 Millennium se trata de uma aeronave multimissão de nova geração, e conforme idealizada, as unidades já recebidas tem-se mostrado como um produto versátil, confiável e que atende aos requisitos para os quais foi desenvolvido.

O Comando da Aeronáutica, ratificando a manutenção do espírito de parceria que sempre existiu entre a FAB e a Embraer, permanecerá envidando esforços junto à empresa no intuito de reduzir a frota de aeronaves KC-390 para os patamares considerados adequados para a Força Aérea Brasileira.

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