Participação de bancos tradicionais no mercado de pagamentos está em queda, segundo pesquisa

Os bancos digitais oferecem maiores vantagens aos clientes e têm absorvido uma fatia ampla do mercado, fazendo com que instituições tradicionais sejam preteridas


Os bancos convencionais vêm perdendo cada vez mais espaço no mercado de serviços de pagamentos. Com os avanços tecnológicos, o cenário se tornou favorável para o aparecimento de novas empresas, como os bancos digitais, que têm se consolidado como alternativas mais promissoras. A burocracia padrão envolvida nos processos bancários das instituições tradicionais são preteridos a favor da agilidade e simplicidade das fintechs, que oferecem os mesmos serviços com taxas mais favoráveis aos clientes. Dessa forma, os bancos digitais passam a absorver uma fatia maior do mercado, fazendo com que as instituições convencionais tenham declínio em sua participação.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Transfeera, empresa do ramo de solução de pagamentos, a participação dos maiores bancos brasileiros sofreu uma grande queda na plataforma nos últimos anos. Segundo os dados levantados pela companhia, em abril de 2017, 100% dos pagamentos realizados pela plataforma eram direcionados ao grupo de bancos formado por Itaú, Santander, Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica - as principais instituições bancárias do país.

No entanto, essa participação entrou em queda nos anos subsequentes. Com informações coletadas ao final de 2020, constatou-se que, nos pagamentos realizados através da plataforma da empresa, 61% foram destinados aos bancos tradicionais listados. Já em agosto de 2021 a faixa de participação desses bancos foi ainda menor, com apenas 45% dos pagamentos sendo destinados a suas contas. Em quatro anos de análise de dados, a queda foi de mais da metade da participação nas transações.

O principal motivo que pode explicar essa nova dinâmica é a maior participação dos bancos digitais, que operam de uma forma mais simplificada e menos burocrática que os bancos tradicionais. O mercado sofreu alterações com as novas tecnologias aplicadas ao setor bancário, tornando-se mais dinâmico, com iniciativas mais modernas, como a entrada das fintechs no segmento. 

Os bancos digitais operam através dos aplicativos para dispositivos como smartphones e computadores, sem agências físicas, o que permite o corte de gastos com manutenção de filiais, que não é repassado como taxas aos clientes. Além disso, a abertura de conta é muito mais simples, com a solicitação de dados e documentos feita diretamente pelos apps, com a confirmação de aprovação sendo enviada por e-mail. Outras vantagens incluem: contas atreladas ao CDI, com rendimento superior à poupança; operações feitas todas pela internet, através dos aplicativos; cartões de crédito sem anuidade; e também são empresas modernas, muito mais atrativas ao consumidor atual.

Além do mais, ações como os empréstimos online e as transações financeiras estão crescendo mais entre os bancos digitais. Isso ocorre por conta da maior acessibilidade, que é característica dessas iniciativas, e também pelos processos mais simplificados, com menos burocracia envolvida na negociação desses tipos de solicitações, assim como taxas mais favoráveis. Tais qualidades se traduzem como aspectos vantajosos aos clientes, que escolhem administrar suas finanças no dia a dia através dessas instituições.

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