Greve dos servidores de Taubaté continua após impasse em negociação com a Prefeitura

Categoria decide manter paralisação por tempo indeterminado e aguarda nova rodada de negociações marcada para esta quarta-feira


Os servidores municipais de Taubaté decidiram manter a greve por tempo indeterminado após assembleia realizada na tarde desta terça-feira (16), na Avenida do Povo. A decisão foi unânime e ocorreu após o fracasso da audiência de conciliação realizada na segunda-feira (15), quando não houve avanço nas negociações entre a categoria e a Prefeitura.

Segundo o sindicato, a administração municipal não apresentou uma nova proposta para reajuste salarial e benefícios durante a audiência. Diante do impasse, os trabalhadores optaram por continuar a paralisação, que já completa 15 dias e afeta principalmente os serviços de saúde e educação.

Em publicação nas redes sociais, o sindicato informou que foi convocado para uma nova mesa de negociação com a Prefeitura na manhã desta quarta-feira (17). Uma nova assembleia da categoria está prevista para acontecer às 14h30, novamente na Avenida do Povo, quando os servidores devem avaliar os resultados da reunião.

Em nota, a Prefeitura de Taubaté confirmou que uma nova rodada de negociações será realizada a partir das 9h no Paço Municipal.

O que reivindicam os servidores

A categoria reivindica uma reposição salarial de 9,43%, índice baseado na inflação acumulada, além de melhorias no vale alimentação e a criação de um auxílio transporte.

Até o momento, a proposta apresentada pela Prefeitura inclui:

? Reajuste salarial de 2,5%;

? Aumento de R$ 344,83 no vale alimentação.

O sindicato rejeitou a oferta por considerar que os valores são insuficientes e que a proposta permanece a mesma desde o início do movimento.

Prefeitura alega limitações financeiras

Durante a audiência de conciliação no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ SP), o secretário de Desenvolvimento Econômico e porta voz da Prefeitura, Alexandre Calil, afirmou que a administração municipal manteve a proposta atual devido à situação orçamentária enfrentada pelo município.

Segundo a Prefeitura, as condições financeiras da cidade impedem novos avanços nas negociações neste momento.

Dias parados ampliam impasse

Além das questões salariais, outro ponto de divergência surgiu durante as negociações. Os servidores propuseram compensar as horas não trabalhadas ao longo da greve para evitar prejuízos aos serviços públicos.

No entanto, a Prefeitura sinalizou que pretende realizar o desconto dos dias parados diretamente nos salários dos funcionários, o que ampliou o impasse entre as partes.

De acordo com a presidente do sindicato, Rosalba Ramos, a continuidade do movimento será avaliada diariamente pela categoria, conforme o andamento das negociações.