Embraer anuncia linha de montagem do jato E175 na Índia

Acordo com empresa indiana prevê fabricação, cadeia de suprimentos e expansão da aviação regional no país asiático


A Embraer, principal fabricante de aviões do Brasil, com sede em São José dos Campos (SP), anunciou neste sábado (21) o fechamento de um acordo para viabilizar a instalação de uma linha de montagem final do jato regional E175 na Índia.

O acordo foi firmado com a Adani Defence & Aerospace, considerada a maior empresa privada aeroespacial e de defesa da Índia.

O Memorando de Entendimento (MoU) ampliado foi assinado pelo presidente e CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, e pelo diretor da empresa indiana, Jeet Adani, na presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro do Comércio e Indústria da Índia, Piyush Goyal.

Segundo a Embraer, o novo memorando representa um avanço em relação ao acordo firmado em janeiro de 2026 e integra um plano mais amplo para o desenvolvimento do programa de Aeronaves de Transporte Regional (RTA) da Índia.

De acordo com as empresas, a cooperação envolverá:

  • Fabricação de aeronaves

  • Desenvolvimento da cadeia de suprimentos

  • Serviços pós-venda

  • Treinamento de pilotos

  • Busca por novas encomendas

Jeet Adani destacou que a aviação regional é estratégica para a expansão econômica da Índia, especialmente diante de iniciativas como o programa UDAN, que busca ampliar a conectividade aérea em cidades de médio e pequeno porte.

Francisco Gomes Neto afirmou que o E175 possui histórico consolidado em operações regionais e que a Índia é um dos mercados mais promissores para o segmento.

Estimativas do setor indicam que o país deverá demandar ao menos 500 aeronaves na faixa de 80 a 146 assentos nos próximos 20 anos.

Com capacidade para até 88 passageiros, o E175 é visto como alternativa para ampliar a conectividade em regiões menos atendidas por aviões de maior porte e para viabilizar novas rotas domésticas.

Atualmente, a Embraer já possui presença na Índia, com cerca de 50 aeronaves e 11 modelos em operação nos segmentos comercial, de defesa e aviação executiva.