O ator Robert Duvall morreu neste domingo (15) aos 95 anos, conforme confirmado por sua esposa, Luciana Duvall. O veterano de Hollywood faleceu em sua residência na Virgínia, onde vivia há anos dedicado à criação de cavalos e à vida no campo.
Com mais de oito décadas de carreira, Duvall construiu um dos legados mais sólidos do cinema americano. Nascido em 5 de janeiro de 1931, em San Diego, Califórnia, ele conquistou o Oscar de Melhor Ator em 1984 por sua interpretação em "A Força do Carinho" e recebeu sete indicações à estatueta ao longo da vida.
Papéis que marcaram época
Entre seus personagens mais memoráveis estão Tom Hagen, o conselheiro da família Corleone em "O Poderoso Chefão" (1972), e o Tenente-Coronel Kilgore em "Apocalypse Now" (1979), autor da icônica frase: "Adoro o cheiro de napalm pela manhã".
Duvall também brilhou em "O Grande Santini" (1979), "Lonesome Dove" (1989), "Dias de Trovão" (1990) e "O Juiz" (2014), demonstrando versatilidade ao transitar entre dramas intensos, westerns e thrillers.
Paixão pelo Velho Oeste
Admirador confesso do western, Duvall declarou em 2011: "Os ingleses têm Shakespeare, os franceses têm Molière ? o western é nosso". Essa paixão se refletiu em sua escolha de viver em uma fazenda de 362 acres na Virgínia, onde cultivava um estilo de vida conectado à terra.
Despedida de um gigante
A morte de Duvall marca o fim de uma era do cinema. Ele foi um dos últimos representantes da "Nova Hollywood", movimento que revolucionou a indústria nos anos 1970 com narrativas mais realistas e complexas.
Duvall deixa a esposa Luciana Pedraza, com quem era casado desde 2005, e quatro filhos. A causa da morte não foi divulgada.
Seu trabalho permanece como referência obrigatória para cinéfilos e profissionais do cinema em todo o mundo.