Idoso cai em golpe em Taubaté

A vítima foi abordada em via pública, em frente à sua residência, por duas mulheres que se passaram por assistentes sociais de forma falsa.


Um crime de estelionato cometido contra um idoso de 76 anos mobilizou as autoridades policiais nesta semana, em Taubaté, interior Paulista. O caso, registrado inicialmente pela Delegacia Eletrônica, revela a audácia de criminosas que utilizam o pretexto de serviços sociais para aplicar golpes financeiros em plena luz do dia.

O crime ocorreu no bairro Bonfim, por volta das 12h00 da última segunda-feira, 4 de maio. A vítima foi abordada em via pública, defronte à sua residência, por duas mulheres que se identificaram falsamente como assistentes sociais.

Com um discurso articulado sobre saúde pública, as suspeitas alegaram estar realizando um levantamento sobre a vacinação e a necessidade de exames específicos para a terceira idade.

Aproveitando-se da boa-fé e da vulnerabilidade da vítima, as estelionatárias obtiveram acesso a dados pessoais sob o pretexto de preencher formulários de saúde. Durante a interação, as criminosas realizaram as seguintes ações fraudulentas:

  • Criação de Identidade Digital: Criaram um novo e-mail e uma conta digital em nome da vítima sem o seu consentimento real.
  • Fraude Financeira: Com o acesso digital estabelecido na hora, as suspeitas contrataram um empréstimo bancário no valor de R$ 23 mil.
  • Subtração dos Valores: O montante foi desviado imediatamente, deixando a vítima com o prejuízo financeiro e a dívida bancária.

O boletim de ocorrência foi tipificado como Estelionato (Art. 171 do Código Penal). As investigações foram encaminhadas ao 4º Distrito Policial de Taubaté, unidade responsável pela área onde o crime foi consumado.

A Polícia Civil orienta que a vítima compareça à delegacia física para apresentar documentos complementares e detalhar o prejuízo financeiro sofrido. Até o momento, as autoras do crime não foram identificadas, e a polícia busca informações que possam levar ao paradeiro das "falsas assistentes".

Autoridades reforçam que agentes públicos de saúde ou assistência social devidamente uniformizados e identificados nunca solicitam a criação de contas bancárias ou senhas digitais durante visitas domiciliares ou abordagens na rua.